Google Buzz, da euforia aos problemas de privacidade

O Buzz foi uma das maiores e mais ousadas jogadas do Google nos últimos tempos. A disputa entre as redes sociais é maior do que nunca e apesar do sucesso do Orkut no Brasil em termos mundiais a rede ainda perde para o MySpace e o Facebook, o último com mais de 300 milhões de usuários registrados, o triplo do Orkut. E com o rápido crescimento das ferramentas de microblogging como o Twitter, já estava na hora do Google lançar algo de peso. O Jaiku, uma ferramenta de microblogging comprada pela empresa no final de 2007 nunca deslanchou e com esse nome será difícil se popularizar no Brasil. Então, em um lance de mestre o Google decidiu jogar todos os usuários do Gmail em uma grande rede social com seus contatos particulares compartilhados! E apesar de admirar a ousadia deles, não quer dizer que eu concordo com a “artimanha” que bolaram para dar o pontapé inicial a essa nova rede social que é na verdade uma união de várias outras ferramentas da empresa, entre elas o Wave.

De acordo com Todd Jackson, Gerente de Produtos do Gmail, dezenas de milhões já estão utilizando o Buzz, e não é de se admirar, já que eles utilizaram uma técnica análoga à Microsoft, empresa que tanto criticam por embutir um browser em seu sistema operacional e assim alavancar sua popularidade. O Buzz foi mais ou menos assim, jogado na frente de todas as pessoas que tinham Gmail. Um grande splash prometendo uma nova era de interatividade bem ali na caixa de entrada do seu webmail. Até aí, tudo bem, um pouco intrusivo, mas esse não era o maior problema. O que levantou críticas até mesmo dos adoradores do grande G foi que toda a lista de contatos do seu Gtalk e Google Reader, as pessoas com quem você costuma trocar mensagens e interagir individualmente foram automaticamente adicionadas como seus contatos em uma rede social que parece um hibrido de Wave, Twitter, Facebook e FriendFeed. Alguns ainda defenderam o Google e falaram que rede social aberta é assim mesmo e todos podem ver o contato de todos. Mas imagine a seguinte situação: O Sr. Silva trabalha em uma companhia de papéis como vendedor. O mercado é extremamente competitivo e nem mesmo os seus colegas de trabalho podem saber com quem ele troca e-mails. Além disso, o Sr. Silva tem uma amante com quem troca e-mails e apesar de deletar periodicamente todas as mensagens o contato da moça foi automaticamente incluído em sua lista do Gmail. Era uma grande amiga de sua mulher, até que ele virou objeto de disputa entre elas e a vencedora, extremamente ciumenta, o obrigou a cortar relações com a moça, com quem ele supostamente não tem mais contatos há mais de cinco anos, como acredita sua mulher.

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No dia 9 de fevereiro pela manhã, ainda sonolento, o Sr. Silva entra em sua conta do Gmail e descobre que foi um dos “selecionados” para experimentar essa nova ferramenta chamada Buzz. Apesar de não ser nenhum geek o Sr. Silva é um aficionado pelas ferramentas do Google, em quem ele confia. Então o Sr Silva lê apenas o título “New! Google Buzz in Gmail. No setup needed” e nem presta atenção no resto do texto do splash em letras menores. Se fosse mais cuidadoso teria percebido entre outras coisas o texto “You’re already following the people you email and chat with the most in Gmail.”. Impaciente para testar a nova ferramenta o Sr Silva simplesmente clica no botão azul lá no final, com texto grande: “Sweet! Check out Buzz” e entra no ambiente. A primeira coisa que vê é um resumo dos seus contatos, o texto “Welcome to Buzz” e um botãozinho “Okay”. Clica no botão e começa a conversar e publicar seus “buzzes”. Silva vai demorar um pouco para perceber que qualquer um pode clicar em seu nome, ver o seu perfil, incluindo todos os seus contatos do Gtalk e respectivos e-mails. Fácil assim.

Muito bem, esse foi o primeiro cenário que se desenhou e gerou uma avalanche de protestos, pois a única forma de manter privada a sua lista de contatos do Gmail era nebulosa demais. Você deveria entrar em seu profile no Google, editar suas preferências e desmarcar um checkbox com o aviso “Display the list of people I’m following and people following me”. Uma operação um pouco complicada para a maioria dos usuários. Felizmente a enxurrada de reclamações forçou a empresa a tomar certas medidas que acabou freando o crescimento vertiginoso do número de contatos dos usuários do Buzz, mas tornou as coisas menos obscuras para os usuários menos desavisados. Dois dias após o lançamento a empresa publicou o post “Millions of Buzz users, and improvements based on your feedback” em seu blog oficial, informando algumas mudanças que tornariam mais claro o processo para proteger a privacidade dos usuários. Ainda assim os usuários não estavam satisfeitos e no dia 13 de fevereiro o Google publicou um novo aviso informando mudanças ainda mais significativas. Em “A new Buzz start-up experience based on your feedback” o gerente de produtos da empresa apresentou novas telas que mostravam claramente ao usuário que os seus contatos provenientes do Gtalk e também do Google Reader eram automaticamente sugeridos para serem seus contatos do Buzz e para isso bastava que ele apertasse um botão após fazer uma seleção dos contatos desejados.

É importante lembrar que essas mudanças foram feitas apenas depois que um grande número – e arrisco dizer a maioria – de usuários do Gmail já havia avidamente clicado no botão “Sweet! Check out Buzz” entre os dias 9 e 11 de fevereiro. Talvez o Google tivesse previsto todo esse alvoroço, mas sabia que a disseminação do Buzz valia o preço das críticas e depois trabalharia para atender aos feedbacks dos usuários. O fato é que, ao contrário do Wave, que foi amplamente divulgado e já está caindo no esquecimento, parece que agora o Google acertou a mão. Felizmente as coisas são bem rápidas nesse meio e logo saberemos se a euforia inicial irá permanecer. Nesse meio tempo, se ninguém alertar o Sr. Silva, ele provavelmente continuará com sua lista de contatos aberta até que sua mulher descubra com quem ele troca e-mails ou o seu concorrente consiga os e-mails dos seu principais clientes.

Update: O site Mashable mostra como o Buzz já alterou as regras do jogo e passou o Twitter em número de usuários.

A humanização da Internet

O Mozilla Labs lançou um novo plugin para Firefox chamado “Ubiquity”, algo como “Onipresença” em português. O nome um tanto hiperbólico do experimento é justificado quando você descobre o que a versão 0.1 já é capaz e fazer. A proposta do sistema é tornar mais humanos os comandos quando você navega na web e assim agilizar ações e processos, permitindo que operações antes trabalhosas, como anexar um mapa de localização do Google Maps a um e-mail, seja possível com certa agilidade.

Por exemplo: você ativa o programinha com o comando Ctrl+barra de espaço e digita este comando na caixa de entrada que surge: “translate ubiquity from english to portuguese” e tem a tradução da palavra automaticamente, sem precisar acessar nenhum site de tradução. Ok, essa ficou um pouco longa, mas que tal pesquisar algum termo na Wikipedia? Basta acessar o plugin (sempre com o comando Ctrl+barra de espaço) e digitar algo como “w mozilla” e o resultado aparece automaticamente. E se você digitar “w mozilla” e a tecla Enter em seguida, será direcionado para o termo na Wikipedia.

Outro comando legal é esse do mapa, que citei no primeiro parágrafo. Digamos que você resolveu aproveitar o sábado ensolarado para remar na Lagoa do Peri. O pessoal já está lá embaixo esperando no carro, com os caiaques no rack, impacientes, mas você precisa avisar o seu amigo paulista que não conhece Floripa onde fica a lagoa. Nos velhos tempos você acessava o Google Maps; procurava a localização; ampliava a imagem; fazia um print screen da tela; abria o seu programa de manipulação de imagens; editava a tela com o mapa; salvava e anexava ao e-mail, ufa… A essa hora o pessoal já foi embora sem esperar por você. Com Ubiquity, basta escrever o e-mail rapidinho com a mensagem: “encontre-me na Lagoa do Peri”, selecione o nome do local, acesse o plugin e digite “map”. E voilá, o mapa com a localização da Lagoa aparece, você clica nele para ampliar e no link “Insert map in page” para incluir em seu e-mail. Muito mais rápido que o processo tradicional e também mais acessível para quem não tem muita intimidade com as ferramentas gráficas.

Como observado nos exemplos acima, os comandos ainda devem ser todos em inglês, mas à medida que o sistema se populariza devem surgir traduções para outras línguas, incluindo o português, além de novas funcionalidades e correções de possíveis bugs. Para saber mais sobre o Ubiquity, visite a página do experimento no Mozilla Labs; veja o vídeo tutorial no Vimeo e leia o tutorial no Mozilla Wiki.

Modernista! is not for everyone

logo modernistaQuando você clicar no link da Modernista! vai achar que ocorreu algum bug no carregamento da página, mas então surge uma mensagem bem ao lado do pequeno menu vermelho, na parte superior esquerda do monitor: “Don’t be alarmed. You are on the new Modernista! site. Feel free to browse using the menu to the left. Have fun!” Passando o mouse por “wrk” você tem acesso ao portfolio da agência separado em 3 categorias: print, TV e web que utilizam respectivamente o Flickr, o YouTube e o del.icio.us para apresentar os trabalhos da agência. Quando você visita o site digitando o endereço diretamente no navegador a Wikipedia também é utilizada, mostrando o artigo que fala sobre a Modernista!

Sim, é um conceito pioneiro de navegação e utilização de recursos. Afinal, para que pagar por um servidor potente para hospedar suas imagens e principalmente seus vídeos, se estes serviços já existem gratuitamente na rede? E o melhor, cada um deles é visitado e utilizado por uma comunidade especializada e ávida por novidades, que utilizam suas respectivas ferramentas de busca quando querem encontrar algo. Assim, a agência multiplica as possibilidades de ser encontrada e de divulgar o seu trabalho através destas ferramentas, que já são marcas conhecidas e consagradas. Mas também é uma abordagem ousada e pode até espantar clientes menos descolados, mas como a própria agência deixa claro no ab.ou.t: Modernista! não é para todos!

Vídeos Inteligentes

Big Think“Há espaço para conteúdo inteligente na Internet?” Essa é a pergunta feita em um post do blog do projeto BigThink, um novo site de vídeos com enfoque nas discussões intelectuais da atualidade. Criado por Peter Thiel, investidor do Facebook, e por Larry Summers, presidente da Universidade de Harvard, o projeto foi ao ar na última segunda-feira, dia 7, e trata de assuntos variados, desde arte e religião, até terrorismo e vegetarianismo.

Chamado por alguns de “YouTube Intelectual”, o BigThink hospeda no momento em torno de 2.000 entrevistas com 85 convidados selecionados pelo site, entre eles o senador estadunidense Ted Kennedy, o escritor Kurt Andersen, o fundador da gravadora Virgin e até mesmo com Jimmy Wales, criador da Wikipedia. Nestes vídeos os convidados respondem perguntas sobre temas variados, dependendo da especialidade de cada um. As respostas duram de três a cinco minutos e a qualidade dos vídeos é razoavelmente boa. Estas entrevistas curtas são apenas um dos recursos iniciais do site e pretendem estimular a interatividade dos usuários, que podem se cadastrar para comentar, responder os vídeos ou mesmo levantar novas idéias para discussão.

Este é mais um projeto que pode dar muito certo, ou afundar rapidamente. No meio de tanta porcaria transbordando na Internet, pode ser uma boa jogada. Além disso, um recente artigo publicado pelo NY Times mostrou que o intervalo do almoço é um filão importantíssimo, pois muitas pessoas preferem fazer seu lanche em frente ao computador e aproveitam esse horário para assistir vídeos curtos. Este pode ser um dos públicos alvos do BigThink.

Google versus Wikipedia

Nos últimos tempos a supremacia do Google vem sendo ameaçada pela Wikipedia, que depois do próprio Google, é um dos sites mais visitados do mundo. A convivência parecia pacífica até bem pouco tempo atrás, até mesmo porque os dois recursos serviam para fins bem distintos. Enquanto o Google é mais conhecido como o principal motor de busca da atualidade, a Wikipedia é uma enciclopédia livre construída pelos próprios visitantes do site. No entanto, em dezembro de 2006 o fundador da Wikipedia, Jimmy Wales, anunciou um novo projeto para se somar aos vários da Wikimedia Foundation, que hoje conta com a própria Wikipedia, com mais de 9 milhões de artigos em 253 línguas; o Wiktionary, um dicionário aberto; o Wikinews, para notícias; o Wikibooks, com livros e manuais grátis; o Wikiquote, uma coleção de citações e outros projetos que podem ser conferidos no site da fundação.

Logo WikiaA Search Wikia é a nova cartada de Wales. Lançada oficialmente ontem (versão alfa), o sistema é definido pelos seus criadores como uma ferramenta de busca open-source, que rivaliza com as tradicionais e ultrapassadas ferramentas de busca proprietárias como o Google. O novo modelo proposto por Wale, assim como todos os projetos da Wikipedia, baseia-se em resultados cadastrados e administrados pelos próprios usuários. Na verdade, este modelo não é tão inédito assim. Iniciativas como o Open Directory Project, também conhecido como Dmoz (de directory.mozilla.org, seu domínio original), criado em 1998, já trabalhavam com conceitos parecidos.

O troco do Google chama-se Knol, uma ferramenta planejada pelo Google para abrigar artigos de assuntos e áreas diversas gerados pelos usuários. A diferença marcante em relação à Wikipedia é que os autores dos artigos serão especialistas em assuntos diversos, convidados pelo Google, portanto, o conteúdo do Knol não poderá ser editado por qualquer um. Alguns vêem esta dramática diferença de forma positiva, já que o conteúdo da Wikipedia levanta várias critícas relacionadas à qualidade e à manipulação das informações. Mas o conteúdo do Knol não será completamente fechado, já que os visitantes do sistema poderão fazer seus comentários e sugestões, podendo ou não ser aceitos pelo grupo de editores selecionado. Anunciado em dezembro de 2007, o sistema ainda não tem data prevista para começar a funcionar, mas com o lançamento da Search Wiki, é bem possível que as máquinas do Google estejam a todo vapor para lançar a resposta o quanto antes.

Parece que a batalha dos gigantes está apenas começando e quem mais ganha com isso é o usuário, que cada vez mais tem o poder em suas mãos nesta nova web que muda rapidamente e que recebe vários rótulos falhos para defini-la.

Favoritos e bookmarks sociais

Marca PáginasOs Bookmarks foram incorporados em 1993, no primeiro browser popular com características gráficas, o Mosaic. Em 1994 Marc Andreessen, co-autor do Mosaic lançou o Netscape Navigator, que rapidamente tornou-se líder de mercado. Este browser também utilizava o termo bookmarks para designar o conjunto de urls salvas pelos internautas. Preocupada com a rápida dominação da Netscape, a Microsoft lançou em 1995 o Internet Explorer, que passou a utilizar o termo favorites (favoritos), que acabou se tornando sinônimo de bookmarks. Com o surgimento do revolucionário Mozilla Firefox em 2004, que deu nova vitalidade ao mercado de browsers e alegrou a vida de web designers e desenvolvedores, foi introduzido o método de live bookmarking, que permite a apresentação de feeds em uma pasta de bookmarks.

Então surgiram os bookmarks sociais, uma forma de armazenar, organizar, compartilhar e buscar as suas páginas preferidas de qualquer computador conectado a internet. O precursor deste tipo de serviço foi criado em abril de 1996, com o lançamento do extinto itList, seguido por vários outros, como o Backflip, Blink, Clip2, Hotlinks, Quiver. Mas a coisa só passou a ser interessante em 2003, com o lançamento do del.icio.us, pioneiro no conceito tagging, onde o usuário do serviço pode classificar cada um dos itens armazenados com termos (tags) relacionados. Seguindo os passos do del.icio.us, que foi recentemente adquirido pelo Yahoo, várias outras empresas lançaram serviços similares, como o Simpy, Furl, e os mais recentes Stumbleupon, Netvouz, Ma.gnolia e Diigo. Existem ainda variações do conceito de social bookmarking, como o Digg, reddit, e Newsvine, que agregam ao serviço o conceito de notícias sociais.

Até o momento parece que a Google não entrou na competição dos bookmarks sociais, mas tem um conjunto de recursos que podem se tornar uma opção para entrar na briga. O Google Bookmarks é uma ferramenta análoga aos serviços citados acima. Permite o registro de sites e a classificação dos mesmos a partir de tags. A diferença é que não é público, portanto não seria um bookmark social, já que a possibilidade de compartilhar e adicionar amigos não existe no serviço. O Web History é a mais recente ferramenta adicionada pela Google e permite o registro de todas as páginas visitadas pelo usuário que habilite esta opção e utilize a barra de ferramentas da empresa.

Além de utilizar as opções da Google, passei a utilizar com mais freqüência o del.icio.us, pela sua praticidade em incluir novos registros e limpeza da interface. No próximo artigo vou ensinar como configurar o del.icio.us para publicar diariamente uma lista com as páginas que você adicionou a ele durante o dia.

Por que usar o Gmail

envelope arrobaCom o Gmail já é possível ler os principais formatos de documentos que vêm anexos nas mensagens sem precisar baixar os arquivos na máquina. O formato PDF ainda não é lido completamente, as imagens não aparecem. A leitura de DOCs teve uma melhora nos últimos dias e agora é possível visualizar as imagens embutidas no documento. Os arquivos PPT e PPS, agora podem ser visualizados como slide show.

Tudo isso, nada tem haver se você tem ou não o software proprietário da extensão instalado na sua máquina. Neste caso, o software utilizado para visualizar os arquivos está no servidor, não no cliente. Sem dúvida, o Gmail está muito a frente dos outros web mails. Depois que você se acostuma com ele e aprende a utilizar corretamente, não sente mais falta dos concorrentes. Outro ponto fortíssimo é o sistema de busca embutido na interface. Através de operadores lógicos (has:attachment e outros). você encontra facilmente qualquer mensagem entre as milhares da sua caixa. Alguns reclamam que não tem folders, mas depois que você se acostuma com as labels, as pastas se mostram ultrapassadas. Algumas mensagens se enquadram em mais de uma categoria, e com o sistema de pastas você tem que escolher apenas uma pasta para colocar a mesma. Com o sistema inédito do Gmail, você pode atribuir mais de uma label para cada mensagem, através de filtros de entrada ou saída e dessa forma facilitar mais ainda a busca.

Voltando aos anexos, eu não poderia esquecer do Google Documents, que é um Word on-line, colaborativo. Quando você recebe um arquivo, pode clicar em um link embaixo do nome do anexo (Open as a Google document na interface em inglês), transferir automaticamente seu arquivo para o Google Documents e editá-lo posteriormente, salvando cada versão alterada, como um wiki.

Quando entro no Yahoo e no Hotmail, percebo que não existe competição, além daquelas interfaces mais lentas, pesadas, com bugs e infestadas de propagandas gráficas. Mas é fato que o maior público do Gmail são pessoas com maior conhecimento técnico, web developers, que trabalham na área, geeks e entusiastas. E também é fato que estes mesmos conseguem influenciar com maior ênfase as outras pessoas que não pertencem a estas categorias, fazendo com que elas migrem para o Gmail. Quanto à preocupação com privacidade, isso é besteira, além de eu não ligar pra isso as outras empresas também estariam sujeitas a mesma suspeita, pois as mensagens são armazenadas da mesma forma.

Endereços Longos

snipurl.gifURLs longas podem ser um grande problema quando você precisa enviá-las por e-mail. Muitos clientes quebram os endereços longos e consequentemente os links a eles associados, impossibilitando o acesso. Uma boa saída é colocar o e-mail entre os símbolos de maior e menor, dessa forma: <http://www.teste.com.br/teste/blablabla…>. Assim você não corre o risco do link se perder. Uma outra saída é utilizar um serviço que está ficando muito popular na web, que são os encurtadores de URL. Com esses serviços você converte URLs longas em curtas. Um dos primeiros a oferecer este serviço foi o site TinyURL.com. Uma das desvantagens dele é que você não pode escolher como ficará o resultado e ele cria endereços como http://tinyurl.com/2fyjgl. Outras opções como o Snipurl, o Notlong e o Metamark oferecem a opção de você escolher como ficará o endereço final. Assim, o endereço do Google Maps acima, no Snipurl, ficará dessa forma: http://snipr.com/floripa.

Apesar da utilidade destes serviços que tornam as URLs curtas, existem criticas em termos de segurança, já que as URLs criadas podem esconder páginas com intenções maliciosas. Alguns desses serviços, no entanto, já oferecem prevenção contra este problema. O tinyURL, por exemplo, oferece a opção do visitante substituir “tinyurl.com por “preview.tinyurl.com”, mostrando dessa forma o endereço original.

Registro de tombos

tumblr.gifO tumblelog (em tradução livre, algo como “registro de tombos“) é uma variação dos já conhecidos blogs, que mistura a publicação de posts tradicionais, arquivos multimídia, links, frases, diálogos de chats e outros formatos de postagem. As ferramentas de tumblelog já oferecem formatações e formatos de entrada específicos para cada tipo de conteúdo. Já existem algumas ferramentas a disposição dos interessados, como o Tumblr, que funciona on-line e o Lingua, um sistema PHP, que você pode baixar e instalar no seu próprio servidor e utiliza banco de dados MySQL. Interessante verificar que o design do admin do Lingua é muito parecido com o Tumblr, apesar de não haver ligação aparente entre os dois. Se você não tem tempo para alimentar um blog tradicional, o tumblelog é uma boa opção

BarCamp Floripa!

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O que é?
Reunir gente interessada em internet e tecnologia, disposta a trocar experiências, colaborar – esse é o objetivo do BarCamp. O evento é organizado informalmente, enquanto acontece, sem ter uma programação fechada ou palestrantes definidos: são os próprios participantes que decidem a grade de discussões no começo de cada dia. Entre os temas mais recorrentes, estão comunicação participativa, gestão de conteúdo, software livre, plataformas online de colaboração e Web 2.0.

Sobre o quê?
Jornalismo participativo, linux, copyright, copyleft, arte, open-source, commons, design, ensino, blogs, economia da dádiva, legislação, software, web 2.0, mercado web de Florianópolis, confiabilidade, universidade open-source, descentralização, CMS, comunidades online, user-generated content, trabalho imaterial, produção colaborativa, processo de produção cultural como processo de comunicação, licenças de uso (e.g. GPL), compartilhamento de música na internet

Onde?
Centro de Filosofia e Ciências Humanas (CFH)
Universidade Federal de Santa Catarina (UFSC)
Bairro Trindade, Florianópolis/SC
Quando?

· Sábado (19/5) – abertura às 9h e encerramento às 17h30
· Domingo (20/5) – a partir das 10h

Inscrições
Para se inscrever basta entrar no endereço http://barcamp.blaz.com.br/evento/floripa