A nova Ciberarte

A sexta edição da Ciberarte, publicada no final de 2008, ganhou um projeto gráfico completamente novo, mais limpo, organizado e dinâmico. O novo design aposta em um tipo de navegação simples, objetiva e acessível, com uma interface preemptiva, que diminui a quantidade de clicks para chegar ao conteúdo desejado.

Na sexta edição da Ciberarte você poderá acompanhar o som dos fluidos, a música para poucos, os espaços coletivos e esquecidos, o lesbianismo nos quadrinhos, o admirável mundo novo, a recusa da guerra, o capitalismo infernal de Wall Street e o entulho planetário habitado pelas baratas…

capa da ciberarte nº06

Códigos de barra e códigos de matriz

QR CodeLembro lá nos anos 90, quando apareceram finalmente aqui pelo Brasil os códigos de barras. No início era um luxo para algumas grandes marcas e depois se tornou obrigatório a sua adoção por todas as empresas. E facilitou muito a vida dos caixas, que antes precisavam digitar o valor de cada mercadoria. A utilização efetiva do sistema começou nos EUA às 8:01 a.m. de 26 de junho de 1974, com um cliente que comprou um pacote com 10 chicletes Wrigley. Esta embalagem ficou famosa e hoje está exposta no Museu Nacional da História Americana do Instituto Smithsonian. Atualmente, mesmo no Brasil, qualquer “vendinha” utiliza o código de barras dos produtos para poder registrar e somar o total das compras.

O sistema foi sendo aperfeiçoado e surgiram os códigos de matriz, que podem armazenar mais informações e até mesmo textos. Entre eles, o mais difundido atualmente é o QR Code, um sistema criado pela empresa japonesa Denso-Wave em 1994. O sistema foi inicialmente criado para rastrear os componentes de veículos em linhas de fabricações de automóveis, mas atualmente são utilizados de forma bem mais ampla. Por exemplo, muitas propagandas impressas em revistas vêm acompanhadas de um pequeno QR Code com o endereço do site do anunciante. O leitor, armado com um celular com câmera fotográfica (o que não é muito difícil hoje em dia) pode fotografar a imagem do QR Code impressa e o celular, equipado com um software específico, que pode ser baixado na web neste endereço, interpreta o código automaticamente e visita o website da empresa anunciante. Este é apenas um dos usos do sistema, que é considerado uma interface entre o mundo físico e o digital. O código pode guardar vários tipos de informações, desde o preço das mercadorias, que é o uso mais comum, até endereços de sites, e-mails, telefones e mesmo trechos de texto. Por exemplo, o último cachecolparágrafo deste post é representado pelo QR Code ali acima, à esquerda. Se você tiver um celular correto poderá transferir o texto acima automaticamente para ele, já em forma de caracteres e editáveis. Para fazer esta conversão, utilizei o QR-Code Generator.

E o uso não para por aí. A “beleza” visual do caiu no gosto dos geeks e já existem até cachecóis tricotados que mostram QR Codes junto com os monstrinhos do Space Invaders. Uma colaboração entre os designers e pixel-tricotadores de roupas da Office Lendorff e os entusiastas de celulares da suíça Kaywa.

Ciberarte – Literatura e Artes Visuais

ciberarte-tunel.gifA nova Ciberarte – Literatura e Artes Visuais começou a ir ao ar no primeiro dia de julho deste ano. A idéia agora é trabalhar com uma interface minimalista, onde, além do trabalho do autor/artista, não teremos muito mais além de um ou dois ícones. Isso reduz a atenção do internauta com coisas desnecessárias e põe em evidência a matéria-prima do site, que são as obras propriamente ditas: ilustrações, fotografias, contos, vídeos… Quando o conteúdo for visual, deverá ser composto de uma série de imagens, no máximo 7, que serão apresentadas uma a uma, diariamente. Já os vídeos e textos, permanecerão como capa do site por 3 ou 4 dias. Setas no canto superior esquerdo servirão para navegar no site. Na verdade esse novo modelo de navegação não prima pela usabilidade e se assemelha mais a um túnel de conteúdo, onde o visitante pode percorrer apenas um caminho linear, não mais de saltos. Essa é a idéia neste momento inicial, enquanto o site se reconstrói. Mais tarde serão adicionados novos ícones de forma cumulativa: timeline com a relação completa de atualizações desde o início desta nova fase; um campo de busca e um campo no estilo pulldown menu onde o visitante poderá filtrar o conteúdo através de tags. Confira o que está sendo publicado por lá e não deixe de visitar o site diariamente, pois agora as coisas irão mudar. Ah sim, importante lembrar que o site está aberto a colaborações.

Renato Tapado

O escritor catarinense Renato Tapado, que teve seu site recentemente desenvolvido pela DZO webdesign, acaba de atualizá-lo com dois artigos muito pertinentes, nessa época em que tentamos desesperadamente classificar as artes e a literatura. Em “Literatura Catarinense: para que serve?”, o autor discute a problemática existente na necessidade dessa classificação e em “A Literatura Brasileira Contemporânea e a sedução da ‘realidade’”, Renato aborda e novamente problematiza a “nova” literatura realista brasileira. Além desses dois artigos, a atualização do site conta com o novo romance do autor, publicado na íntegra: “Nenhum silêncio”.

O primeiro filme "open source"

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Este mês um novo fenômeno estreou na indústria cinematográfica. O primeiro “open content film“, baseado na filosofia de código aberto, foi lançado na Internet. Ton Roosendaal , o principal responsável pela façanha, é também o autor do Blender, o software 3D de código aberto utilizado na produção do filme.

Lançado no dia 24 deste mês, Elephant Dream é um curta metragem inteiramente gerado por softwares de código aberto. Além disso, todo o conteúdo do filme, incluindo as bibliotecas dos softwares 3D e todos os arquivos da produção estão disponíveis através de uma licença Creative Commons [download aqui], permitindo a qualquer um ver como o filme foi feito, fazer alterações a ele e mesmo criar um novo filme com os elementos disponíveis.

Este é mais um passo para o fortalecimento das idéias de distribuição livre de conhecimento, que são diametralmente opostas às idéias de Copyright. Licenças GPL, Creative Comons, Copyleft parecem idéias impensáveis dentro do sistema capitalista, mas têm cada vez mais adeptos e mais produtores / criadores como seguidores. Não há dúvida de que os ideais do código aberto ganham cada vez mais força e são um rolo compressor em cima dos desgastados preceitos de patentes e registros.