aliens e o sublime

aliens e o sublimeEstou participando da organização de uma mostra multi-artística e de vídeos vanguardistas na UFSC, resultado da disciplina Aliens e o Sublime, da pós-graduação de literatura ministrada pelo professor Sérgio Medeiros. A mostra recebeu o mesmo nome da disciplina e contará com performances, apresentação de slides, música, leitura de contos e uma ótima seleção de vídeos vanguardista, incluindo filmes de Man Ray, Marcel Duchamp, Fernand Léger, do Grupo Fluxus, Samuel Backet e do vídeo artista Bill Viola. Será no dia 28.09.2007, das 13h30 as 18h, no auditório do prédio B CCE/UFSC. Visite o site do evento para saber mais e conferir a programação detalhada. Após a mostra, todos os trabalhos ficarão disponíveis no site.

A diferença entre Internet e Web

InternetSempre gosto de enfatizar aos meus clientes que Internet e Web são coisas distintas. A Internet é uma rede de computadores conectados e descentraliados com o propósito de trocar informações. Existem várias formas de transferir essas informações entre os computadores conectados na rede, incluindo emails, transferencia de arquivos através de FTP e ferramentas P2P e outros meios de troca conhecidos como protocolos. A World Wide Web (chamada simplesmente de Web) é apenas um desses meios de trocar informações, através do protocolo HTTP ( HyperText Transfer Protocol), algo como Protocolo de Transferência de Hipertexto. Uma de suas particularidades mais poderosas é a capacidade de conectar um documento ao outro, os conhecidos links, que formam o grande hipertexto no qual se tornou a Web.

links for 2007-09-24

Favoritos e bookmarks sociais

Marca PáginasOs Bookmarks foram incorporados em 1993, no primeiro browser popular com características gráficas, o Mosaic. Em 1994 Marc Andreessen, co-autor do Mosaic lançou o Netscape Navigator, que rapidamente tornou-se líder de mercado. Este browser também utilizava o termo bookmarks para designar o conjunto de urls salvas pelos internautas. Preocupada com a rápida dominação da Netscape, a Microsoft lançou em 1995 o Internet Explorer, que passou a utilizar o termo favorites (favoritos), que acabou se tornando sinônimo de bookmarks. Com o surgimento do revolucionário Mozilla Firefox em 2004, que deu nova vitalidade ao mercado de browsers e alegrou a vida de web designers e desenvolvedores, foi introduzido o método de live bookmarking, que permite a apresentação de feeds em uma pasta de bookmarks.

Então surgiram os bookmarks sociais, uma forma de armazenar, organizar, compartilhar e buscar as suas páginas preferidas de qualquer computador conectado a internet. O precursor deste tipo de serviço foi criado em abril de 1996, com o lançamento do extinto itList, seguido por vários outros, como o Backflip, Blink, Clip2, Hotlinks, Quiver. Mas a coisa só passou a ser interessante em 2003, com o lançamento do del.icio.us, pioneiro no conceito tagging, onde o usuário do serviço pode classificar cada um dos itens armazenados com termos (tags) relacionados. Seguindo os passos do del.icio.us, que foi recentemente adquirido pelo Yahoo, várias outras empresas lançaram serviços similares, como o Simpy, Furl, e os mais recentes Stumbleupon, Netvouz, Ma.gnolia e Diigo. Existem ainda variações do conceito de social bookmarking, como o Digg, reddit, e Newsvine, que agregam ao serviço o conceito de notícias sociais.

Até o momento parece que a Google não entrou na competição dos bookmarks sociais, mas tem um conjunto de recursos que podem se tornar uma opção para entrar na briga. O Google Bookmarks é uma ferramenta análoga aos serviços citados acima. Permite o registro de sites e a classificação dos mesmos a partir de tags. A diferença é que não é público, portanto não seria um bookmark social, já que a possibilidade de compartilhar e adicionar amigos não existe no serviço. O Web History é a mais recente ferramenta adicionada pela Google e permite o registro de todas as páginas visitadas pelo usuário que habilite esta opção e utilize a barra de ferramentas da empresa.

Além de utilizar as opções da Google, passei a utilizar com mais freqüência o del.icio.us, pela sua praticidade em incluir novos registros e limpeza da interface. No próximo artigo vou ensinar como configurar o del.icio.us para publicar diariamente uma lista com as páginas que você adicionou a ele durante o dia.

links for 2007-09-21

Anexos em HTML

código htmlOutro dia um amigo me falou que não conseguia abrir corretamente um arquivo HTML que havia recebido em anexo em seu webmail, pois as imagens não apareceriam, então fiz a uma rápida explicação a ele de como funciona esse formato de arquivo:

HTML não é um arquivo completo em sim, as imagens precisam estar em algum lugar, ou no seu disco ou em algum servidor e os links precisam estar corretos. Além disso, o servidor que hospeda as imagens precisa estar no ar. Às vezes as imagens podem estar codificas em quadrosexagesimal (Base64) e embutidas na própria mensagem, mas nesse caso não vem como anexo, mas geralmente aparece abertas no corpo da mensagem, tipo newsletter.

Mas se você recebe um e-mail com um HTML anexado, as imagens não vêm juntas, devem estar num dos casos que menciono acima. Existe um outro formato de arquivo parecido com HTML, um arquivo compilado de ajuda em HTML (CHM), onde todos os arquivos estão embutidos. No entanto, este tipo de extensão não é permitido como anexo por alguns serviços de e-mail, pois pode funcionar como executável.

Por que usar o Gmail

envelope arrobaCom o Gmail já é possível ler os principais formatos de documentos que vêm anexos nas mensagens sem precisar baixar os arquivos na máquina. O formato PDF ainda não é lido completamente, as imagens não aparecem. A leitura de DOCs teve uma melhora nos últimos dias e agora é possível visualizar as imagens embutidas no documento. Os arquivos PPT e PPS, agora podem ser visualizados como slide show.

Tudo isso, nada tem haver se você tem ou não o software proprietário da extensão instalado na sua máquina. Neste caso, o software utilizado para visualizar os arquivos está no servidor, não no cliente. Sem dúvida, o Gmail está muito a frente dos outros web mails. Depois que você se acostuma com ele e aprende a utilizar corretamente, não sente mais falta dos concorrentes. Outro ponto fortíssimo é o sistema de busca embutido na interface. Através de operadores lógicos (has:attachment e outros). você encontra facilmente qualquer mensagem entre as milhares da sua caixa. Alguns reclamam que não tem folders, mas depois que você se acostuma com as labels, as pastas se mostram ultrapassadas. Algumas mensagens se enquadram em mais de uma categoria, e com o sistema de pastas você tem que escolher apenas uma pasta para colocar a mesma. Com o sistema inédito do Gmail, você pode atribuir mais de uma label para cada mensagem, através de filtros de entrada ou saída e dessa forma facilitar mais ainda a busca.

Voltando aos anexos, eu não poderia esquecer do Google Documents, que é um Word on-line, colaborativo. Quando você recebe um arquivo, pode clicar em um link embaixo do nome do anexo (Open as a Google document na interface em inglês), transferir automaticamente seu arquivo para o Google Documents e editá-lo posteriormente, salvando cada versão alterada, como um wiki.

Quando entro no Yahoo e no Hotmail, percebo que não existe competição, além daquelas interfaces mais lentas, pesadas, com bugs e infestadas de propagandas gráficas. Mas é fato que o maior público do Gmail são pessoas com maior conhecimento técnico, web developers, que trabalham na área, geeks e entusiastas. E também é fato que estes mesmos conseguem influenciar com maior ênfase as outras pessoas que não pertencem a estas categorias, fazendo com que elas migrem para o Gmail. Quanto à preocupação com privacidade, isso é besteira, além de eu não ligar pra isso as outras empresas também estariam sujeitas a mesma suspeita, pois as mensagens são armazenadas da mesma forma.