A nova Ciberarte

A sexta edição da Ciberarte, publicada no final de 2008, ganhou um projeto gráfico completamente novo, mais limpo, organizado e dinâmico. O novo design aposta em um tipo de navegação simples, objetiva e acessível, com uma interface preemptiva, que diminui a quantidade de clicks para chegar ao conteúdo desejado.

Na sexta edição da Ciberarte você poderá acompanhar o som dos fluidos, a música para poucos, os espaços coletivos e esquecidos, o lesbianismo nos quadrinhos, o admirável mundo novo, a recusa da guerra, o capitalismo infernal de Wall Street e o entulho planetário habitado pelas baratas…

capa da ciberarte nº06

Domínio “.com.br” liberado para pessoa física

Finalmente o Comitê Gestor da Internet no Brasil (CGI.br), órgão criado pelo governo em 2003 para coordenar e integrar todas as iniciativas de serviços Internet no país, decidiu liberar o registro de domínios “.com.br” para pessoas físicas, bastando a utilização do CPF. É uma mudança muito aguardada para todos que trabalham com web e para os internautas brasileiros em geral. Até ontem, só empresas com CNPJ podiam registrar os domínios “.com.br”, que é a terminação mais procurada e difundida na web, não apenas por estabelecimentos comerciais, como sugere a terminação, mas também por pessoas físicas ou projetos sem fins comerciais. Devido a esse empecilho, muitos optavam por registrar um domínio internacional “.com”, já que lá fora essa burocracia nunca existiu. Dessa forma são as empresas estrangeiras que lucram e esses sites deixam de constar na relação de domínios brasileiros, fazendo com que os números não representam a proporção real de site brasileiros. É bem provável que essa liberação incentive uma corrida ao registro de domínios nos próximos dias. Por isso, se você ainda não havia registrado seu domínio por não ter uma empresa, melhor reservar o seu através de uma visita ao Registro.br.

Para registrar seu domínio, além do seu endereço completo e do CPF, precisa também de um host para hospedá-lo. Se você não deseja fazer o seu website agora, mas apenas garantir seu domínio antes que um espertinho pegue, existem algumas alternativas. Uma delas é contratar uma “reserva de domínio” que muitas empresas de hospedagem oferecem, por valores médios de R$50,00 anuais. Mas se você não quiser desembolsar nada além da anuidade do registro.br, que é de R$30,00, basta utilizar um ótimo serviço grátis chamado DNS Park. Lá você se cadastra e gera os DNSs necessários para registrar seu domínio. Tem ainda a opção de redirecionar o seu site para seu blog hospedado no Blogspot ou no WordPress, por exemplo. Assim você tem o seu site, com domínio personalizado, pagando apenas R$30,00 ao ano, não é uma maravilha?

Carnaval no Google

Carnaval no GoogleParece que até o Google Brasil foi contaminado pelo carnaval, como mostra a logomarca aí ao lado, que aparece na página de entrada do site. Pelo pouco que entendo dessa festa, provavelmente é um mestre-sala e uma porta-bandeiras. E quando você clica na logomarca, vai direto para os resultados da procura pela palavra “carnaval”. Procurando um pouco mais sobre a autoria da logomarca, fui parar em uma notícia da Softpedia com os seguintes comentários:

Lindas mulheres, dançando quase nuas sob a luz do luar, o que mais pode querer um homem normal em suas férias? Se ele está sozinho, é claro, e com isso eu quero dizer “sem a sua esposa”, porque você nunca ficará sozinho no Brasil, especialmente durante o carnaval. Música alta, uma continua sensação de surrealismo e não vamos esquecer as belas mulheres, tudo isso fazem desse país latino-americano um lugar perfeito para relaxar após um longo ano (a tradução é minha, leia o texto completo neste link).

Para completar, além da logomarca do Google com essa tentativa de caracterização, uma mulher semi nua ilustra o texto. Acho que é perda de tempo entrar naquela longa discussão sobre as origens e importâncias da festa para a nossa tradição. Também não quero ser taxado de chato e conservador por não gostar do carnaval. Mas, comentários como esses mostram a visão de turismo sexual que os estrangeiros têm do nosso país. Resultado do esforço que é feito para divulgar a festa lá fora e para transformar o Brasil no país do carnaval e do futebol.

Rede interna

falanteNão sou um purista em termos de utilização do português, por isso uso repetidamente termos como web design, web development, website e várias outros tecnoneologismos que a Internet exige. No entanto tenho utilizado por vezes termos aportuguesados ou traduzidos do jargão ligado ao meu trabalho. Às vezes uso sítio digital para website, ou simplesmente sítio, principalmente em meus trabalhos acadêmicos, na área da literatura, ao qual também pertenço. Troco e-mail por mensagem eletrônica ou email sem o hífen. Já vi algumas pessoas escolhendo o nome próprio Emílio para designar o e-mail, ou então a palavra imail. Os franceses, que fazem questão de traduzir todos os termos de Internet e informática, chamam o e-mail de courrier électronique e traduzem e adaptam muitos outros termos, como réseau informatique para network.

Mesmo dominando a língua inglesa, e talvez por isso mesmo, me soa artificial continuar utilizando alguns termos importados. Mas a solução do aportuguesamento às vezes pode soar ainda mais estranha, como no exemplo do e-mail acima, pois deixa para trás o significado original que o termo pode trazer. Outro exemplo: a troca de blog por blogue. No original, blog é uma palavra-valise (uma palavra ou morfema que faz a fusão de duas ou mais palavras) de web log, algo como “registro da rede”, um site onde o autor registra em ordem cronológica os seus passeios pela rede mundial de computadores (World Wide Web, com iniciais maiúsculas). Nesse caso não há o que inventar e o melhor é utilizar o termo original mesmo.

Meu posicionamento pode parecer às vezes duvidoso, e como já falei no início dessa postagem (post), costumo utilizar tanto a forma original do termo, como outra forma já difundida do mesmo em português ou alguma improvisação de momento. Outro dia li em um artigo do Diplomatique Brasil que mesmo os franceses ferrenhos protetores de sua língua, vêem-se cada vez mais encurralados pela língua mundial e são obrigados a falar o inglês, em seu próprio país, quando trabalham em multinacionais de língua inglesa.

Bem, mas o negócio é se adaptar a cada ocasião, não dá pra ser chato demais e ficar traduzindo tudo, mas ao mesmo tempo nada impede de brincar com as palavras e criar seu próprio dicionário de termos. Essa (ainda) é a vantagem de sermos humanos e não autômatos, somos diferentes e cada um tem seu léxico pessoal, uma mistura de experiências, crenças e sentimentos. Mas isso já é assunto para outro post.

Revista Webdesign

45.jpgSábado comprei a Revista Webdesign de setembro (#45), sentei e li todas as páginas em alguns minutos. Não porque a revista estava boa, mas porque eu estava realmente curioso para ver se havia alguma matéria com conteúdo. Devo confessar que fiquei decepcionado quando cheguei à última página. A Revista Webdesign é uma das poucas referências impressas para o profissional da área publicada no Brasil. O projeto gráfico da revista continua praticamente o mesmo ruim de 2005, utilizando fonte Verdana, que é mais própria para o monitor, com blocos de texto forçadamente justificados, como na coluna do Michel Lent Schwartzman. Os ícones e cores utilizados também são muito fracos.

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Ciberarte – Literatura e Artes Visuais

ciberarte-tunel.gifA nova Ciberarte – Literatura e Artes Visuais começou a ir ao ar no primeiro dia de julho deste ano. A idéia agora é trabalhar com uma interface minimalista, onde, além do trabalho do autor/artista, não teremos muito mais além de um ou dois ícones. Isso reduz a atenção do internauta com coisas desnecessárias e põe em evidência a matéria-prima do site, que são as obras propriamente ditas: ilustrações, fotografias, contos, vídeos… Quando o conteúdo for visual, deverá ser composto de uma série de imagens, no máximo 7, que serão apresentadas uma a uma, diariamente. Já os vídeos e textos, permanecerão como capa do site por 3 ou 4 dias. Setas no canto superior esquerdo servirão para navegar no site. Na verdade esse novo modelo de navegação não prima pela usabilidade e se assemelha mais a um túnel de conteúdo, onde o visitante pode percorrer apenas um caminho linear, não mais de saltos. Essa é a idéia neste momento inicial, enquanto o site se reconstrói. Mais tarde serão adicionados novos ícones de forma cumulativa: timeline com a relação completa de atualizações desde o início desta nova fase; um campo de busca e um campo no estilo pulldown menu onde o visitante poderá filtrar o conteúdo através de tags. Confira o que está sendo publicado por lá e não deixe de visitar o site diariamente, pois agora as coisas irão mudar. Ah sim, importante lembrar que o site está aberto a colaborações.

BarCamp Floripa!

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O que é?
Reunir gente interessada em internet e tecnologia, disposta a trocar experiências, colaborar – esse é o objetivo do BarCamp. O evento é organizado informalmente, enquanto acontece, sem ter uma programação fechada ou palestrantes definidos: são os próprios participantes que decidem a grade de discussões no começo de cada dia. Entre os temas mais recorrentes, estão comunicação participativa, gestão de conteúdo, software livre, plataformas online de colaboração e Web 2.0.

Sobre o quê?
Jornalismo participativo, linux, copyright, copyleft, arte, open-source, commons, design, ensino, blogs, economia da dádiva, legislação, software, web 2.0, mercado web de Florianópolis, confiabilidade, universidade open-source, descentralização, CMS, comunidades online, user-generated content, trabalho imaterial, produção colaborativa, processo de produção cultural como processo de comunicação, licenças de uso (e.g. GPL), compartilhamento de música na internet

Onde?
Centro de Filosofia e Ciências Humanas (CFH)
Universidade Federal de Santa Catarina (UFSC)
Bairro Trindade, Florianópolis/SC
Quando?

· Sábado (19/5) – abertura às 9h e encerramento às 17h30
· Domingo (20/5) – a partir das 10h

Inscrições
Para se inscrever basta entrar no endereço http://barcamp.blaz.com.br/evento/floripa