Lista de Schindler

Voltando da UFSC, no semi-direto, ouvi uma garota fazer a sinopse desse filme para o amigo:

— Você não lembra da Lista de Schindler? Vou te contar: tem um cara; ele tem um hotel… não; ele tem uma fábrica e salva as pessoas dando emprego para elas, mas no fim ele chora um monte, pois percebe que poderia ter salvo muito mais. Lembrou do filme?

— Não, eu não vi esse filme.

— Mas você falou que tinha visto com o seu pai.

— Não, não vi.

— Que droga, agora contei o final pra você!

Seleção de atores

A TIRO NO PÉ PRODUÇÕES está selecionando ator e atriz para o curta-metragem PURA, a ser realizado entre os meses de outubro e novembro de 2008, em Florianópolis-SC.

Os interessados em conhecer a proposta do filme e em participar do processo de seleção podem obter informações no site da Tiro no Pé Produções.

Confira a sinopse do filme:

O destino ou o acaso põe de encontro duas realidades distintas numa relação marcada pela ruína. De um lado, Otávio, um homem de família, quiçá um profissional de respeito, envolvido em uma vida secreta e perigosa – a marginalidade e o vício. Do outro lado, Pura, uma jovem cuja trajetória é marcada pela perda da inocência, advinda da promessa de um futuro melhor, que desde cedo se esvai, esmagado por uma realidade cruel. Nesse encontro, raiva, violência e amor podem não ser tão distintos e o que parece estar perdido talvez possa ser encontrado na busca por uma essência que seja, de alguma forma, pura.

Um Road Movie em busca da solidão

falsche-bewegung“Movimento em Falso” (1975) é essencialmente um road movie (Este é a segunda parte da “Trilogia Road Movie” de Wim Wenders, que também inclui Alice in the Cities (1974) e Kings of the Road (1976). Notadamente é o único dos 3 filmes em cores.) sobre solidão, que acompanha a procura não muita clara de um aspirante a escritor, Wilhelm (Rudiger Volger), que admite abertamente não ser um bom observador das pessoas, o que põe em xeque sua pretensão de representar a alma humana. Após deixar seu opressivo lar materno, Wilhelm parte em sua viagem, aglomerando seguidores no caminho, solitários e artistas como ele. Os personagens aparecem aleatoriamente, interagem, e desaparecem, como em uma breve odisséia, cuidadosamente composta de tomadas com atenção meticulosa aos detalhes, como é próprio do diretor Wim Wenders.

Nastassja Kinski aparece aqui como a personagem Mignon, em seu primeiro filme, muda, sem falas e se utilizando apenas de expressões faciais e da linguagem corporal, fazendo pequenos truques e malabarismos de rua. Em alguns momentos surge como uma criança, em outras parece uma mulher mais velha. A atriz tinha apenas 13 anos na época das filmagens.

Os outros aventureiros são Laertes (Hans Christian Blech), um velho com um passado perturbador, que acompanha Mignon; Therese (Hanna Schygulla), que tenta romper a frigidez de Wilhelm; e Bernhard, que se faz perceber com um certo esforço inconveniente.

Entre as cenas memoráveis do filme, há uma em que o escritor e seus seguidores estão caminhando por algumas ruas, observando os moradores como verdadeiros etnógrafos. Um choro de bebê aqui, alguém gritando com eles ali. Eles param, observam silenciosos, como se pertencessem a outra espécie, como se não pudessem ou devessem interferir, interagir. E neste momento parecem todos a sombra de Wilhelm.

É muito fácil ver “Falsche Bewegung” como um filme superficial, ou em outro extremo, como um filme difícil. O título dá a pista, traduzido como “Wrong Movement” para o inglês e “Movimento em Falso” para o português. O que procura Wilhelm? Existe um caminho correto, e um errado? Que decisão tomar? Faz alguma diferença?

A ficção do real

isto não é um cachimboEu”despubliquei” este artigo temporariamente, para poder dar uma geral, aparar algumas arestas e acrescentar novos desvios milimetricamente calculados. Se você chegou aqui procurando por ele, sinta-se a vontade para fuçar meus outros textos e volte daqui a alguns dias, quando voltarei a publicar este artigo. E lembre-se: o segredo da boa macarronada está no molho!