Uma importante mensagem da indústria global de entretenimento

Cartoon by Dylan Horrocks

Cartoon do quadrinhista neozelandês Dylan Horrocks, sem copyright, que resolvi traduzir e publicar aqui no Bruxismo.

O maior processo contra pirataria de todos os tempos está em andamento na Suécia. The Pirate Bay (TPB), o maior site para download de conteúdo do planeta, foi levado aos tribunais pelas maiores companhias de entretenimento, incluindo a Warner Bros. Leia mais no post que publiquei lá no 11Pixels.

Zona livre de Papai Noel

E para comemorar esta data comercial tão importante, segue um poeminha ruim que escrevi faz uma década e em seguida um ótimo cartaz de natal do Nicolas Gass.

Barulho na Telha!

Ouvi o ruído na telha
E chamei forte o meu marido
Ele correu, e atirou. Nem ouvi o alarido
Mas o desgraçado rapidinho se escondeu
Procuramos a noite toda
Em vão, não havia mais nada na telha, além de algum sangue
Dormi com um olho no barulho e o outro no compromisso do outro dia
Acordei mastigando nada na boca, parecia uma vaca
Fui para a cozinha e lá estava meu marido em pranto, precisava de uma maca!
— Lembra o barulho na telha?
Lembrava e não entedia, mas onde diabos estava nosso filho?
— Lembra do rastro de sangue?
— Deus, a chaminé!!
— Neste Natal não teremos lareira nem nosso filho…

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via: ng graphics.

Zona livre de Papai NoelLembrando também que estou aderindo à campanha da cidade alemã Fluorn-Winzeln e declarando este blog “Zona livre de Papai Noel”, como diz o selo ao lado. O problema é que os alemães têm o São Nicolau para substituir o Noel e nem isso nós temos por aqui.

Ainda no espírico crítico-natalino, confira mais cartazes de Nicolas Gass no playlife. E nos velhos tempos, Noel vendia cigarros e dava rifles de presente!

Brat Pack

Outro dia eu estava conversando com o Ivan Jerônimo sobre a censura na DC e falei do caso do Alan Moore, que teve uma revista do Monstro do Pântano cancelada por fazer o personagem viajar no tempo e se encontrar com Jesus Cristo. Então o Ivan falou que eu estava errado, que não havia sido o Moore que escreveu esta história. Concordei com ele na hora. Engano meu, o Moore tinha um projeto para o Monstro do Pântano que conseguiu finalizar na DC, apesar de ter tido outros desentendimentos com a editora por motivos diversos. Mas eu lembrava dessa censura relacionada a Cristo e então fui pesquisar, descobrindo que havia sido o Rich Veitch o censurado neste caso específico, o que causou a sua saída da DC.

Descobri também a minissérie Bratpack. Publicado em 1998, foi uma resposta ácida de Veitch à censura da DC e também uma crítica ao mercado de quadrinhos daquela época, que explorava os artistas e os personagens, culminando com votações entre os leitores como a que decidiu o fim do Robin (Jason Todd) na época. Por isso, Bratpack acaba sendo datada, como bem lembrou o Zé Oliboni no Universo HQ, pois não vivemos mais esta época. Comprei a edição brasileira para conferir e realmente não é o que eu esperava. Sem a introdução do Neil Gaiman, que acompanha esta edição, e as notas da orelha e da contracapa, que descrevem o contexto em que a revista foi escrita, ela não tem muito sentido. Os personagens da trama: Trueman, Doninha Noturna, Senhora da Lua, Rei Rad e Juiz Júri se referem, respectivamente, ao Superman, Batman, Mulher-Maravilha, Arqueiro Verde e Juiz Dredd. Os heróis de Slumburg, a cidade fictícia de Brat Pack, são junkies, homossexuais e degenerados, tudo o que a puritana DC não gostaria em seus maiores heróis, e estão mais preocupados com o licenciamento das suas imagens e dos seus parceiros mirins do que com o combate ao crime. Acho que vale a leitura, mas acaba sendo o desabafo de um autor descontente em uma época específica dos quadrinhos estadunidense. E se o leitor não estiver armado com todas estas informações, pode ficar sem entender bem a história.

Título: BRAT PACK (HQM Editora) – Edição especial
Autores: Rick Veitch (roteiro e arte).
Preço: R$ 29,90
Número de páginas: 176
Data de lançamento: Novembro de 2007

Revista Webdesign

45.jpgSábado comprei a Revista Webdesign de setembro (#45), sentei e li todas as páginas em alguns minutos. Não porque a revista estava boa, mas porque eu estava realmente curioso para ver se havia alguma matéria com conteúdo. Devo confessar que fiquei decepcionado quando cheguei à última página. A Revista Webdesign é uma das poucas referências impressas para o profissional da área publicada no Brasil. O projeto gráfico da revista continua praticamente o mesmo ruim de 2005, utilizando fonte Verdana, que é mais própria para o monitor, com blocos de texto forçadamente justificados, como na coluna do Michel Lent Schwartzman. Os ícones e cores utilizados também são muito fracos.

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