Revista Webdesign

45.jpgSábado comprei a Revista Webdesign de setembro (#45), sentei e li todas as páginas em alguns minutos. Não porque a revista estava boa, mas porque eu estava realmente curioso para ver se havia alguma matéria com conteúdo. Devo confessar que fiquei decepcionado quando cheguei à última página. A Revista Webdesign é uma das poucas referências impressas para o profissional da área publicada no Brasil. O projeto gráfico da revista continua praticamente o mesmo ruim de 2005, utilizando fonte Verdana, que é mais própria para o monitor, com blocos de texto forçadamente justificados, como na coluna do Michel Lent Schwartzman. Os ícones e cores utilizados também são muito fracos.

Os textos são superficiais, sem substância nem grandes novidades. Nem o editorial da Adriana Melo consegue se salvar. O artigo de capa, sobre a colagem como técnica de criação, que chamou minha atenção para a compra da revista, é decepcionante, começando pela entrevista com o Eduardo Recife, um profissional com um ótimo trabalho. O entrevistador não ajuda muito, mas acho que o próprio Recife não tem muito a dizer, com respostas curtas, que não esclarecem muita coisa. Acho que sua forma de expressão é visual mesmo e não falo isso como crítica, simplesmente não há muito que inventar. Ainda sobre a colagem há também a indicação de outros profissionais que trabalham com a técnica e ai tem boas indicações. Logo em seguida tem um artigo com um passo a passo sobre a técnica, que é superficial e novamente sem muita substância.

Um artigo sobre Web 2.0 e a morte do pageview, outro sobre Second Life, mais algumas coisas e no final da revista um conjunto de colunas decepcionantes. A primeira, escrita por Gil Giardelli, sobre o repetitivo assunto web 2.0, nos lembra pela enésima vez que as pessoas é que criam a nova web. O artigo até que trás uma boa crítica da forma como se mede o uso da Internet no Brasil e lembra que o número de usuários no país não é o mesmo que possui cartões de crédito. Em seguida temos o artigo mal escrito, truncado do Julius Wiedemann, outro cara que admiro pelo trabalho dele na editora Taschen. Mais uma decepção. Sem sarcasmo, mas acho que o tempo que ele passou fora do país fez com que esquecesse como escrever o bom português. Não custava nada o texto dele ter passado por uma boa revisão, mas acho que só isso não bastaria, já que as idéias se perdem e não e conectam bem em seu artigo, que trata do user generated content (UGC), ou conteúdo gerado pelo usuário no bom português. Em seguida temos mais um texto chato do René de Paula Jr., que sugere leitura variada e não apenas especializada. Um artigo fraco e com instruções incorretas a respeito de SEO escrito por Paulo Rodrigo Teixeira, que sugere o uso dos links patrocinados, mas esquece de lembrar que essa tática, segundo o próprio Google, se não for feita com cuidado pode infringir regras e ser um tiro pela culatra, fazendo com que o site seja banido dos resultados. E por último o repetitivo Luli Radfahrer, que continua escrevendo a mesma coisa há anos, mas até que fala algumas verdades neste artigo, que trata da velocidade de aprendizado e conquistas de cada um, nesta época em que se exige muito das pessoas, e em pouco tempo.

Até aqui a impressão que se tem é que a Webdesign é feita para principiantes e mesmo assim, principiantes pouco exigentes. Mas para me convencer de que não foi um prejuízo completo ter comprado a revista, que custa caro na minha opinião (R$ 9,90), o artigo do advogado Gilberto Martins de Almeida a respeito de registro e transferência de nomes de domínio e os cases da Garage Interactive trazem alguma informação útil. A indicação do portfólio de ilustração do Mulheres Barbadas é outro ponto positivo para a revista.

Lembro que em 2005, quando comprei o número 24 da revista, já achava muito fraca, mas ainda pior do que é hoje, com notícias ultrapassadas, clippings praticamente copiados de sites de notícias. Dois anos depois a revista não melhorou muito e nós, profissionais da área, estamos cada vez mais exigentes por informação de qualidade e atualizada. Não compro revistas com muita freqüência, pois na web existe uma infinidade de blogs de outros desenvolvedores e designers, nacionais e internacionais, com informação e recursos de sobra sobre o mercado nacional e internacional. De qualquer forma ainda acho mais confortável ler no papel e essa é a única razão para comprar revistas. Mas quando o nível das informações não paga o preço de capa, fica difícil.

Mas vale a pena conferir o site da revista, que tem um design melhor que a versão impressa e disponibiliza download de documentos que podem ajudar os profissionais a se situar, como tabelas de preços e modelos de contrato.

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10 comentários sobre “Revista Webdesign

  1. Ola, vc poderia me passar os blogs de ajuda que vc mencionou em seu artigo que vc acha mais interessante que a própria revista? Moro no exterior e de qq forma não tenho como adquiri-la.
    Um abraço e obrigada!

  2. Você tem razão Mariana, eu fiz o comentário mas não citei outras boas fontes. Estou preparando uma seção para o 11Pixels, que se chamará 11x11Links com várias dicas de diversos recursos para webdesign e desenvolvimento web.

  3. Oi, Gil. Obrigado pela visita e pelo comentário. Que bom que você recebeu a crítica de forma positiva. Acho que a Revista Webdesign tem muito que melhorar ainda. É prioritário um novo projeto gráfico principalmente. Quanto aos textos, como já falei no post, ainda sofrem com a falta de substância. Acredito que a revista continua sendo para principiantes, não cresceu junto com seu público. Ainda assim acredito que seja um canal importantíssimo e sempre há espaço para o aperfeiçoamento.
    Grande abraço e obrigado pelo link no seu blog. Estou linkando você por aqui também.

  4. Agora felizmente temos a Computer Arts, apesar de replicar em boa parte matérias da versão estrangeira, vem com um conteúdo e portfolios mais interessantes.
    Sobre esse papo de falar de web em revista impressa, esquece, o que seria da internet se não fosse ela mesma
    Concordo que realmente o projeto gráfico da Webdesign não lá uma beleza, afinal é uma revista sobre web, então o site deve ser… humm… deixa pra lá hehehe

  5. Interessante, Gabriel, eu não sabia que a Computer Arts estava sendo editada no Brasil. É que eu leio tanto conteúdo na internet que acabo ficando meio por fora do mercado editorial impresso. Mas vou dar uma olhada nas bancas hoje mesmo. Conheço a versão em inglês e tenho algumas aqui em casa. Considero uma revista excelente!
    Mas concordo totalmente com você, chega a ser meio ilógico uma publicação impressa sobre web, quando ela mesma já se alimenta com informação.

  6. Eu já li essa revista e me deram muitas dicas de como ser um bom profissional nessa área. Estou satisfeito, fora os softwares que geralmente disponibilizam para treinamentos. Ótima a revista! Bom gostaria de dar uma contribuição para pessoas que querem serviços de Webdesign e Design Gráfico na capital do Rio de Janeiro!

    Um site que foi indicado por um amigo a um tempo, está com um novo endereço e bem mais definido.
    Eles continuam prestar serviços no Estado do “Rio de Janeiro”, e esses serviços são de desenvolvimento de:

    “WebSites”, e “Gráficos”

    Aqui vai o novo endereço: http://www.simplesmentedesign.win2003.net

    Gostei do site que fizeram para mim! Ótimo! Agora estou fazendo camisetas personalizadas com eles! O prazo que me deram foi de três dias! E a grande novidade é que eles tem suporte por e-mail onde é possível fazer um orçamento rápido!

  7. Alan, eu não estou mais satisfeito com o que a revista oferece, mas acho que ela tem o seu público, por isso que continua nas bancas. Não quero parecer arrogante com essa afirmação, mas estou no mercado desde 97 e procuro por uma revista mais no nível da Computer Arts, como o Gabriel indicou ali acima. Mas é uma pena, como ele também comenta, que a revista seja apenas uma versão traduzida da original britânica e forçadamente (essa é opinião minha, depois que comprei a revista desse mês) adaptada para o mercado nacional.

    A propósito, dei uma olhada nos links que você indicou, tanto o seu site, linkado no seu nome, quanto o da empresa que fez o seu site. Gostaria de ouvir sua opinião: no seu site, especificamente, o que você aplicou da leitura da Revista Webdesign?

  8. 1º Resposta: Bom eu li o que você escreveu, e você disse que a revista não é boa. Bom nesses anos até concordo, mas antes quando quase nenhuma pessoa sabia nada de webdesign, optava por revistas de webdesign para dar um pequeno suporte. Acredito que me ajudou sim, mas tem que buscar conhecimentos! A net existe para que?

    2º Resposta: Cara o KOFPRERY foi o meu primeiro site criado no ano de 2002! Nesse ano eu vou atiualizar ele. Apesar de não ter grande qualidade, ele me rendeu 32.823 visitas! 0.o. Ele não foi feito pela pequena empresa SIMPLEPLESMENTEDESIG. Eu ainda não divulguei o meu site comercial por ainda não ter o registrado em termos de direitos autorais…

    3º Resposta: Sobre a revista, no ano de 2002 que eu tive conhecimento da mesma. No entanto eu sabia neca de webdesign, mas arrisquei com umas míseras diqunhas de html e em frente a um Compac 486 desenvolvi o KOFPRERY. Ajudou? Sim. Eu esperava mais? Óbvio. Acredito que tenha entendido agora. Valeu!

  9. ESTOU TENTANDO SEGUIR A CARREIRA DE WEBDESIGN MAS CADA DIA QUE PASSA VEJO QUE TENHO QUE ESTUDAR MUITO, MAS REVISTAS COMO ESSA FACILITA O APRENDIZADO,,, VALEU PELO POST…….

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