Manual de sobrevivência do lusitanense

Os ataques que vem ocorrendo aos tamanduás bandeira de nova lusitânia têm assustado os canais de comunicação alimentados por essa mesma classe. Por isso resolvemos publicar uma série de conselhos aos bons linguarudos, como são chamados esses tamanduás de fino trato. Não vamos enumerar as dicas para não chamar a atenção do inimigo que não consegue manter a concentração por muito tempo e por isso é facilmente controlado. Vamos assobiar dissimuladamente, olhar para o lado e iniciar nossa série de conselhos fundamentais para a sobrevivência. Em primeiro lugar vamos lembrar que o inimigo, guiado pelo instinto, atacará quando os nobres componentes de nossa abastada sociedade estiverem ocupados se alimentando, copulando, excretando ou dormindo. Por isso convêm manter um vigia armado até os dentes nesses momentos. Provavelmente esse vigia será da mesma classe social que o inimigo, mas sobre isso trataremos em relatório futuro e longínquo. O que importa é sua obediência. Você deve convidar esse guerreiro para fumar um cigarro de formiga esporadicamente, conversar sobre o clima, mostrar preocupação com a saúde dele. Dessa forma não será raro ouvi-lo comentando com outro de sua mesma tribo, com sorriso aéreo: “O Sr Nelson é um verdadeiro linguarudo!”. Quando você atingir esse ponto estará seguro. Esse homúnculo provavelmente irá se sacrificar pelo “Sr Nelson e família”. Vá além e dê um presentinho de natal ao seu guerreiro para mantê-lo fiel, como uma boa coleção de unhas roídas ou bagaço de laranja congelado.

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